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UCS organiza represália ao movimento estudantil após processo judicial dos descontos nas mensalidades

    


    Após buscar os direitos estudantis através da Justiça, entidades estudantis e lideranças do movimento estudantil vem sofrendo tentativas de intimidação orquestradas pela Universidade. Desde o ano passado, os estudantes através do Diretório Central de Estudantes, reivindicam ações que minimizem os impactos e o desequilíbrio nas relações de consumo causadas pela pandemia. Com a conquista do desconto de 20% nas mensalidades através de decisão liminar expedida pela Justiça, parte da gestão da Fundação Universidade de Caxias do Sul arquiteta ataques pelas vias institucionais, jurídicas e até mesmo ataques pessoais a membros do movimento estudantil.


    Após a divulgação da vitória parcial dos estudantes no processo sobre os descontos nas mensalidades, o DCE vem recebendo inúmeras denúncias de membros do movimento estudantil e estudantes em geral a respeito de tentativas de intimidações sofridas por parte de funcionários da instituição, em alguns casos até mesmo alguns com os quais mantinham relações saudáveis. Claramente, trata-se de uma mudança de postura para com os estudantes que solicitam informações e apresentam demandas. 


    Para citar um dos casos, a UCS, desmoralizada pela derrota momentânea no âmbito jurídico, operacionaliza um de seus funcionários no intento de interromper a mobilização dos estudantes. Esse funcionário – lotado no bloco 58 da Cidade Universitária de Caxias do Sul – ingressou com um processo judicial contra o DCE UCS na tentativa de intimidar as ações da entidade, se aproveitando indevidamente dos instrumentos jurídicos em busca de vingança pessoal. O processo, que corre em segredo de justiça a pedido do mesmo, tem como objetivo tentar intimidar e ameaçar o DCE. O mesmo indivíduo já tem um histórico de possíveis violações de dados durante uma tentativa frustrada de montagem de chapa para o DCE UCS. Na ocasião, não conseguiu reunir nem mesmo uma dúzia de estudantes em torno de suas ideias. 


        É importante ressaltar que o processo eleitoral vigente, que foi deflagrado no ano passado, é exemplo de zelo pela transparência e democracia: a partir do Conselho de Entidades de Base (CEB), um dos principais fóruns deliberativos do movimento estudantil, Diretórios Acadêmicos deliberaram sobre as eleições do DCE UCS, seguindo todas as disposições estatutárias e legais. Para o pleito há duas chapas inscritas: Chapa 1: Novos dias e Chapa 2: Popular! Unidade para lutar, além de Diretórios Acadêmicos que se inscreveram para o processo conjunto, prova de que àqueles que buscam lutar pelos direitos estudantis estão ativos e buscando disputar os rumos do movimento estudantil.


    As investidas coercitivas que agora chegam aos estudantes são diretrizes institucionalizadas desde a chegada do Sr. José Quadros dos Santos à presidência da Fundação Universidade de Caxias do Sul. De forma oportunista, se alçou ao cargo através de uma manobra ilegal na eleição do Conselho Diretor no início do ano, sob protesto da comunidade acadêmica. Sem competência para exercer a função que se tornou responsável, fechou as portas para qualquer tentativa de diálogo e rearranjou a estrutura administrativa da Universidade para seu controle, colocando em risco a autonomia universitária.


    Professores renomados, com vasta produção acadêmica, prestígio entre seus pares e reconhecimento dos estudantes pela qualidade no ensino, são demitidos sumariamente por apresentarem opiniões contrárias às de José Quadros e seus asseclas. Não à toa, os docentes que já ocuparam espaços institucionais como o Conselho Universitário (Consuni) são os primeiros da lista de banimento. Mesmo com décadas de dedicação e contribuição para a UCS se constituir no que representa hoje, são colocados para fora da Instituição. Na Universidade que é admirada pelo excelente corpo docente, agora impera a lei do silêncio: manda quem pode, obedece quem tem juízo.


    Além disso, espaços de aprendizagem são fechados, comprometendo o ensino, a pesquisa e a extensão universitária. O LEPAR está fechado há mais de 2 anos e o Ateliê de Artes do Campus 8 segue sem previsão de acesso, para citar apenas dois exemplos. A prática de encolhimento nos serviços prestados à comunidade e o enxugamento do investimento é a política administrativa adotada por José Quadros. A ingerência é tanta que a UCS aproveita da pandemia para reduzir sua planilha de custos, em vez de avaliar os erros que levaram a perder mais de 15 mil alunos nos últimos anos antes da pandemia, enquanto cresciam os números de outras instituições de ensino da região. 


Diante desse cenário de crise e má gestão, corremos sérios riscos em nossa universidade. Além dos ataques a professores e funcionários, a FUCS organiza agora um ataque à democracia e ao direito da livre manifestação do pensamento, buscando usar um de seus funcionários para atacar o DCE UCS através de posições infundadas. No entanto, o recado do DCE UCS para esses inimigos da universidade é claro e em alto e bom som: Não aceitaremos as represálias e não vamos nos intimidar com agressões morais ou físicas que possam nos ameaçar!


O movimento estudantil vive e não está à venda!


DCE UCS

Gestão Reinventar

 

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