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A Universidade de Caxias do Sul está avançando rápido no seu projeto de cobrança de estacionamento no interior do Campus Central em Caxias do Sul. Após a aprovação da desafetação das vias internas através de Projeto de Lei Substitutivo ao Plano Diretor Municipal em 2019, o caminho para o controle de acesso estaria livre legalmente. No pedido feito a Câmara Municipal a UCS declara abertamente a intenção de cobrança: "O estacionamento regulamentado disciplinará a mobilidade interna na Cidade Universitária e se constituirá numa nova fonte de custeio para a concretização dos objetivos institucionais". A reitoria da Instituição afirma para a comunidade e para a imprensa local que pretende cobrar estacionamento em um prédio garagem a ser construído, mas nos bastidores articulou a aprovação de lei para permitir cobrança inclusive nas vias internas e estacionamentos já construídos.


Ofício assinado pela Fundação Universidade de Caxias do Sul à CDUTH. Página 3.

No dia 1º de julho de 2020, 2 (dois) membros do DCE, moradores das proximidades da Cidade Universitária, passaram pelo Campus Central da UCS no bairro Petrópolis e verificaram que foram colocadas cancelas de controle de acesso nas 2 (duas) entradas e saídas da rótula ao final da Rua Prof. Antônio Vignoli; 2 (duas) cancelas próximo à esquina da Rua Francisco Getúlio Vargas com a Rua Aldo Locatelli; e cancelas na Rua Ernesto Grazziotin. Na ocasião, registraram os fatos e foram cercados e ameaçados pela empresa de segurança GOCIL, contratada pela UCS. O devido processo legal está em andamento para garantir a integridade da diretoria do DCE e de qualquer estudante; o direito de ir e vir, manifestar-se; e defender aquilo que é de direito da Comunidade Acadêmica.


Os pontos de controle citados acima estão nos limites da referidas vias públicas. As vias internas da Universidade foram desafetadas para uso público pela Câmara Municipal de Caxias do Sul em 2019, a partir da articulação entre a Diretoria Administrativa e Financeira da UCS e a Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação (CDUTH). Na época, o Diretório Central de Estudantes procurou os vereadores e informou da possível ilegalidade que estariam cometendo e das consequências que tal desafetação causaria, inclusive com a intenção de retirada do transporte público, apontada no ofício assinado pela FUCS ao Poder Público. Na ocasião, o DCE UCS conseguiu garantir no texto da lei a possibilidade de passagem do transporte público no interior do Campus. No entanto, a letra da lei permitiu, no Artigo 195 do Projeto de Lei Substitutivo ao Plano Diretor Municipal, que a Universidade faça o controle de acesso e cobrança de estacionamento nas vias internas.

Ainda em 2014, a Fundação Universidade de Caxias do Sul respondeu processo deflagrado pelo Ministério Público  a partir da denúncia feita por estudantes da Universidade sobre o fechamento dos portões de acesso a pedestres os quais dividem a cidade Universitária dos bairros Presidente Vargas e Petrópolis. Após o processo, a decisão consolidada condenou a Universidade a cumprir com a obrigação de manter abertos os portões e as vias internas entre às 6h30min e 23h30min, possibilitando o deslocamento da comunidade e o acesso ao transporte público. Através do link é possível acessar na íntegra o Acórdão Judicial. A mesma decisão deixou a cargo do legislativo a possibilidade de desafetação das vias para a possível cobrança de estacionamento.


Acórdão Judicial: Ação Civil Pública  nº  0141403-20.2018.8.21.7000, página 16.

O Diretório Central de Estudantes da Universidade de Caxias do Sul (DCE UCS) segue firme e intransigente na defesa de uma universidade de qualidade e com um valor justo nas mensalidades. Somos os principais defensores deste patrimônio da sociedade caxiense e não aceitaremos que uma gestão transitória coloque em risco o futuro da UCS. Alertamos para a possível perda de filantropia e, inclusive, do terreno ao qual a UCS está localizada. Primeiro, porque a cobrança de estacionamento transgride o fim determinado pelo termo de doação do terreno, que pertencia ao Estado do Rio Grande do Sul, ou seja, toda a área da UCS está fundada em local público doado para uso exclusivo. Segundo, por que a transgressão dos fins estabelecidos podem ocasionar a perda da posse da área e pode interferir na lei da filantropia a qual a UCS goza de isenção fiscal significativa. Não aceitaremos que a má gestão da FUCS afunde nossa Universidade.

Ainda no início de 2020, antes da pandemia de Covid-19, a Fundação Universidade de Caxias do Sul ordenou a construção de sapatas e estruturas que serviriam posteriormente às cancelas e possível sistema de cobrança. Neste período, ao solicitar informações sobre as referidas estruturas, membros da atual gestão da UCS alegaram que isso não teria “nada a ver” com colocação de cancelas. O resultado já pode ser visto. O período de pandemia, que exige cuidados em relação a aglomeração de pessoas, não serve de justificativa para a instalação das cancelas, ficando claro o oportunismo de utilizar o grave momento que vivemos como subterfúgio de algo que já estava nos planos dos gestores da Universidade muito antes da pandemia. 

No mesmo sentido, no caso dos portões de acesso, na reforma das grades curriculares e no processo de desconto durante a pandemia, a gestão diz a mesma coisa. Para eles, os estudantes nunca têm razão e as denúncias feitas pelo DCE são relativizadas para que a comunidade acredite que tudo está bem até que, quando menos se espera, aplicam mais um retrocesso.

Até então a Universidade não se pronunciou sobre o porquê da colocação de cancelas. Todavia, considerando: o histórico da alteração na legislação; as reiteradas tentativas de fechamento do Campus; o conhecimento por parte da diretoria do Diretório Central de Estudantes, membros do Conselho Universitário e representantes discentes de demais conselhos a respeito de projetos sobre a cobrança de estacionamento, é possível afirmar que as estruturas de controle de acesso servirão posteriormente para cobrança de estacionamento. Acreditar no contrário é ir contra os documentos consolidados e iludir-se com promessas que contrariam as atitudes. É preciso seguir na luta pelos nossos direitos. É inerente à atividade legal do Diretório Central de Estudantes de denunciar a colocação de cancelas e a existência de projetos para a cobrança de estacionamento.

A Universidade de Caxias do Sul, através de sua atual gestão, já deixou de cumprir com diversas promessas e compromissos celebrados entre ela e a comunidade acadêmica e também já afirmou inverdades abertamente à imprensa da cidade. Reiteradas vezes a imprensa local deixou clara a possibilidade de cobrança de estacionamento.

Sabemos que a Universidade possivelmente não vá utilizar as referidas cancelas para cobrança de estacionamento de imediato e está usando a tática de ir avançando vagarosamente para não encontrar resistência entre a Comunidade Acadêmica e para dissuadir os representantes de denunciarem esse intento. Estamos trabalhando incansavelmente através do diálogo com os membros da gestão universitária que ainda defendem nossa universidade; com nossos advogados para que possamos garantir que não haja nenhuma violação de direito; e com a comunidade em geral denunciando todo e qualquer acontecimento que envolva nossa Universidade.

Convocamos todas e todos professores, funcionários e estudantes a se unirem em prol de uma Universidade que cumpra seus valores ligados ao desenvolvimento social de toda a comunidade, sem abrir mão dos princípios éticos, da transparência e do respeito. 


Diretório Central de Estudantes



A universidade comunitária que já foi referência na região e chegou a divulgar ter mais de 30 mil alunos em sua base, hoje tem cerca de 12 mil matriculados e se diz preparada para a redução prevista para o segundo semestre, já que segue intransigente até mesmo na possibilidade de desconto nas mensalidade considerando o período de aulas à distância durante a pandemia. Foi preciso que Diretório Central de Estudantes (DCE UCS) tenha ingressado na Justiça para requerer o desconto, para que a universidade timidamente apresentasse medidas de redução de impactos da crise. Após o DCE ter acionado o Ministério Público (MP), a UCS encaminhou um documento ao órgão afirmando ter tomado uma série de medidas, no entanto, o documento ficou nas gavetas da universidade até então. Mesmo após largas discussões e de a instituição ter se comprometido em divulgar via e-mail algumas das medidas, as tais ações seguem ocultas.

A universidade que já ameaça perder o status de referência, parece estar a caminho de perder o status de comunitária e não demonstra se importar mais com o status de universidade. Em meio a pandemia, virou às costas para a comunidade acadêmica e para o ensino, pesquisa e extensão; voltando-se para o lobby com os novos amigos da Prefeitura de Caxias do Sul, garantiu a gestão da UPA Zona Norte. Para a gestão da FUCS, os recursos provenientes desse contrato é prioridade em detrimento de políticas de manutenção de seus estudantes. Com uma comunicação truncada e que se preocupa mais em esconder informações do que divulgá-las, o número de estudantes da instituição segue em queda livre.

Enquanto outras Instituições de Ensino Superior (IES) aumentaram o ingresso de estudantes nos últimos anos, a UCS reduziu drasticamente o número de matriculados. É o que apontam os Censos da Educação Superior na região de Caxias do Sul. A instituição, que já foi a principal referência na opção de ingresso na região, cedeu seu espaço para as concorrentes. Egressos do ensino médio optam pelos Centro Universitários e Faculdades, que oferecem condições e preços mais acessíveis. Ainda, uma parcela significativa de estudantes transferiram sua matrícula por falta de incentivos e políticas de permanência estudantil.

Em um curto período de tempo é possível visualizar diversas medidas adotadas pela gestão da UCS que acentuaram o problema. A reestruturação das grades curriculares implementada a partir de 2017 que impôs a obrigatoriedade do Ensino à Distância nos cursos presenciais, também causou problemas na contratação de disciplinas; a tentativa de retirada do transporte público; o fechamento das vias de acesso ao Campus Sede; e a cobrança de estacionamento pago são algumas das principais ações apontadas pelos estudantes como prejudiciais na manutenção de sua permanência.

Estudos apontam que no Campus Sede entre 2014 e 2018, a taxa de evasão pode ter chegado a 40%. Em números, isso significa cerca de 8. mil alunos a menos somente em Caxias do Sul. Somado à saída nos Campi, a estimativa é a queda de 15 mil alunos. Enquanto no mesmo período, outras IES registraram crescimento no número de matrículas. Ou seja, somente a crise econômica não explica o grande decréscimo no número de estudantes da UCS. 


Fonte: Censo da Educação Superior, Inep, 2018. 

As dificuldades geradas pela pandemia da Covid-19 tendem a agravar ainda mais o cenário que já era desanimador. Até o momento, a reitoria da UCS não apontou nenhuma medida efetiva que possa reduzir os impactos da crise, insistindo na tática de protelar a resolução dos problemas. Leva adiante a cobrança integral das mensalidades, estabelecendo uma relação financeira injusta e de desequilíbrio do ônus gerado pela pandemia. 

No dia 06 de maio o Diretório Central de Estudantes (DCE) ingressou na justiça com uma Ação Civil requerendo em tutela de urgência a redução do valor aplicado às mensalidades em 20% (vinte por cento) para todos os estudantes regularmente matriculados na Universidade de Caxias do Sul. A audiência para tratar do caso foi agendada pelo Tribunal de Justiça para o dia 23 de julho. 

O número do processo judicial para acompanhamento virtual é 5007824-35.2020.8.21.0010.

O DCE segue buscando por todos os meios cabíveis o atendimento das demandas apresentadas pela comunidade discente e não medirá esforços para a solução dos problemas.

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DCE UCS
Gestão Reinventar

Prédio da reitoria e Fundação. Foto: Comunicação DCE UCS
Desde o dia 16 de março, a Universidade de Caxias do Sul (UCS) tem adotado o modelo de aulas à distância como alternativa para a continuidade do semestre durante o distanciamento social. A medida, que é positiva para conter o avanço da pandemia, desencadeou também o oportunismo de parte da gestão da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), mantenedora. Para a administração, o novo modelo de aulas síncronas se mostrou favorável também no que diz respeito aos cortes de despesas nesse período. Demissões, negociações e redução de gastos de materiais e energia são exemplos de medidas tomadas e consequências da pausa nas aulas presenciais. Desse modo, a coluna de despesas diminui na planilha, enquanto as receitas seguem muito bem, obrigado! Enquanto a gestão comemora o resultado primário projetado, de outro lado, estudantes e suas famílias apertam os cintos para manter em dia as mensalidades que seguem altas, como nos tempos normais.

Além dos recorrentes problemas de acesso à plataforma e os limites impostos pela metodologia de ensino, o preço injusto cobrado na mensalidade causa indignação. Desde a suspensão das aulas presenciais - somente efetivado a partir da pressão da comunidade acadêmica - o Diretório Central de Estudantes da UCS (DCE UCS) vem cobrando soluções para os problemas enfrentados no período de pandemia. Através de seu Comitê de Gestão de Crise, abriu canais de comunicação com os Diretórios Acadêmicos para fomentar discussões e ações conjuntas, pautando principalmente: a revisão nos valores pagos; a retirada de juros e multas por atraso no pagamento; e a flexibilidade e parcelamento de boletos.  

Após várias tentativas de diálogo e cobranças feitas pelas entidades representativas dos estudantes, a UCS anunciou timidamente uma possibilidade de negociação individual para quem enfrentasse problemas no pagamento de mensalidades. Claramente, numa tentativa de isolar as demandas estudantis para poder negar auxílio aos estudantes que procurassem um a um e impedir que a comunidade acadêmica pudesse se unir em torno da pauta da revisão das mensalidades. No entanto, a injustiça em seguir cobrando o mesmo valor de mensalidades mesmo oferecendo um serviço muito diferente do contratado foi ficando cada vez mais evidente e impossível de aceitar. Diante disso, o DCE UCS em conjunto com outras entidades estudantis procuraram assessoria jurídica, o Ministério Público e o PROCON para acumular forças para cobrar o direito dos estudantes de ter acesso a um desconto nas mensalidades durante o período de aulas online.

Diferentes órgãos e entidades do país estão alertando para os preços abusivos das instituições de ensino. Em nota, a Defensoria Pública recomenda o desconto proporcional nas mensalidades relativas ao período de pandemia, considerando que as medidas de quarentena impuseram limitações às instituições de ensino de cumprirem a prestação de serviços conforme contratado e que a inexistência de presença física de alunos e funcionários na escola reduz custos como de material, de limpeza, água, energia elétrica, entre outros. Portanto, o desconto nas mensalidade tem previsão legal e deve ser aplicado, adequando à situação vivida por todos.

Para garantir esse direito, O DCE UCS ingressará com processo judicial para defender um preço justo nos valores das mensalidades. Segundo o advogado, Cláudio Libardi Júnior, como se trata de uma redução nos custos da universidade e um dano na prestação de serviços, o desconto é passível de ser reivindicado legalmente: “Existe uma falta de transparência e harmonia das relações de consumo, havendo um prejuízo recaído unicamente sobre os acadêmicos através da cobrança total do valor das mensalidades. A diretoria do DCE está correta em buscar isso. Esse é o caminho certo!” destaca.

Para dar andamento as ações, foi aberta petição online para o ingresso de ação judicial buscando a redução das mensalidades. Tal medida visa acessão dos estudantes para o DCE representá-los judicialmente. Sendo a entidade a responsável legal no processo. 

“Nossa diretoria está ativa, apesar das dificuldades impostas pelo isolamento social. Há também diversos Diretórios Acadêmicos se movimentando. Não estamos buscando nada além do que é justo. Os estudantes não são culpados pelo histórico de equívocos da gestão comandada pelo empresário José Quadros. Não vamos admitir qualquer oportunismo nesse momento de crise! Não vamos descansar enquanto não houver a revisão nos valores da mensalidade. Vamos buscar em todos os caminhos possíveis para garantir nossos direitos” afirma o presidente do DCE UCS, Hector de Oliveira.

Participe da petição online através do link para apoiar o movimento de reivindicação da redução do valor das mensalidades durante o período de distanciamento social.


A pandemia do vírus COVID-19 tem gerado grandes impactos no mundo inteiro. No Brasil, a preocupação se aflora pelos problemas sociais que enfrentamos, motivados principalmente pela desigualdade social e pela falta de políticas públicas que assegurem a saúde e deem condições de vida digna à população. Apesar do cenário instável, as saídas para superar o atual momento passam pela solidariedade, pela consciência coletiva e pelo avanço científico e educacional, colocando em xeque o obscurantismo, o individualismo e a ganância, tão em voga nos últimos tempos. 

Uma das principais medidas a serem tomadas para um enfrentamento à crise sanitária é a revogação da Emenda Constitucional 95 - que limita os investimento nas áreas da saúde e educação. O Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser fortalecido como forma de garantir atendimento universal à população. A educação e a pesquisa científica precisam de investimentos para avançar no combate ao vírus. 

Nesse período difícil, a valorização da vida e da saúde coletiva ganham grande significância. Já na última semana, o DCE pressionou a reitoria da UCS para suspender as aulas como medida preventiva a não aglomeração de pessoas, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A Universidade de Caxias do Sul é uma instituição comunitária, de caráter público não-estatal e sua trajetória histórica é marcada pela contribuição da sociedade civil e do Poder Público para seu desenvolvimento. A comunidade acadêmica é a principal interessada no crescimento da UCS. Somente com o diálogo e a participação ativa da sociedade é possível avançar. É imprescindível que a UCS assuma sua responsabilidade social e coloque à disposição do bem-estar comum sua estrutura física e científica para medidas de combate à pandemia na região. 

Em relação às atividades acadêmicas, a Universidade optou pela continuidade do semestre letivo através de aulas on-line, síncronas, mediadas por plataformas digitais. É preciso garantir a qualidade de ensino através de mecanismos eficientes e flexíveis para o momento atual. 

Nesse momento de crise é importante que a Universidade valorize seus alunos e dê condições para que todos possam continuar estudando. O panorama econômico não oferece otimismo. Agravados pela inaptidão do Governo Federal, os reflexos serão sentidos pela ampla maioria dos estudantes que têm do seu trabalho a fonte de renda para o pagamento da mensalidade. Uma alternativa para garantir a permanência estudantil é a revisão no valor da mensalidade. Considerando as limitações impostas pela metodologia à distância; a impossibilidade de oferta das disciplinas presenciais em suas condições ideais; e a redução nos custos de manutenção e infraestrutura das Unidades Universitárias, a revisão no valor das disciplinas pode ser possível nesse momento de quarentena para continuarmos estudando. 

No mesmo sentido é importante discutir:
  • Garantia de cancelamento do semestre sem taxação, no caso da impossibilidade por motivo maior do estudante em continuar o semestre;
  • Critérios de avaliação flexíveis, em vista a metodologia adotada e de acordo com a realidade atual;
  • Desconsideração das notas do semestre 2020/2 nos critérios de desempenho acadêmico e Láurea Acadêmica;
  • Canais eficientes de atendimento à comunidade discente;
  • Produção de conteúdo pedagógico próprio e interativo;
  • Disponibilidade de atendimento psicológico através do Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA);

O movimento estudantil seguirá lutando por melhorias e buscando alternativas para enfrentar o atual momento. Mesmo com as medidas de isolamento, a união e a solidariedade movimentam o necessário: a esperança de dias melhores para todos.


O valor da tarifa do transporte público urbano em Caxias do Sul será reajustado pelo Prefeito Flávio Cassina já nos próximos dias. O pedido de revisão tarifária partiu da atual empresa concessionária do serviço, VISATE, com a justificativa de manter o equilíbrio econômico e financeiro da empresa. Em reunião ocorrida na última terça-feira (18/02), a Divisão Técnica da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMTTM) apresentou ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) o cálculo tarifário para o reajuste feito através do manual do Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (GEIPOT).

O valor calculado apontou R$4,65, o que representa um acréscimo de 9,57% sobre a tarifa atual de R$ 4,25. Para a VISATE o valor ideal seria o de R$ 4,91, alegando a compra de uma nova frota de veículos. O reajuste é justificado para garantir a cláusula contratual de garantia de 12% de lucro baseado no valor de capital da empresa, ou seja, a nova frota comprada serve também para aumentar ainda mais o valor da tarifa. O contrato, que deveria ser revisado em 2020, está previsto para ser prorrogado por mais seis meses a partir de um acordo da empresa com a gestão municipal.

O modelo de sustentação do transporte coletivo urbano em Caxias do Sul já está condenado ao colapso há anos, segundo especialistas. O encarecimento na tarifa não soluciona os problemas enfrentados pelos usuários do transporte público. Na verdade, alimenta um ciclo vicioso, transferindo a demanda de deslocamentos para o transporte individual e cada vez mais inviabilizando o sistema de transporte público. Sem uma ação efetiva da administração em garantir políticas públicas para a mobilidade urbana o sistema só tende a gerar aumento injusto da tarifa e redução do número de passageiros a cada novo reajuste.

Para o presidente do DCE UCS, Hector Oliveira, o aumento injusto que ocorre anualmente é justificado principalmente pela taxa de lucro da empresa e significa a negação de direitos sociais para a população. “Todo ano o aumento da tarifa acontece para garantir uma taxa de lucro absurda aos donos da VISATE, aconteça o que acontecer o lucro da VISATE nunca é questionado. Queremos a revisão disso já! O transporte público deve ser entendido como uma forma efetiva para acessar à cidade e seus serviços, como saúde e educação. Por exemplo, nós estudantes, sofremos muito com a diminuição de horários e com o aumento da passagem. Vai ficar mais difícil continuar estudando.” afirma.

Nesta sexta-feira (21/02) o Conselho Municipal de Trânsito reuniu-se novamente para a votação da proposta de reajuste. A relatoria ficou a cargo da representante da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC), Margarete Bender, que elaborou parecer favorável ao reajuste.

Confira abaixo como as entidades votaram sobre o aumento na tarifa do transporte público urbano:

Votos favoráveis:
  • Gustavo Marques dos Santos - Concessionários Municipais do Serviço de Transporte Coletivo e Urbano e de Linhas Rodoviárias Distritais
  • Selezio Panisson - Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Caxias do Sul
  • Margarete Tomasini Bender - Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul e Câmara dos Dirigentes Lojistas
  • Edson Marchioro - União das Associações de Bairros (UAB)
  • Nurimar Valmini - Sindicatos dos Trabalhadores de Caxias do Sul
  • Jorge Luiz Lima - Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Caxias do Sul
  • Gilberto Silva de Almeida - Associação de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Químicos e Geólogos de Caxias do Sul
  • Simone dos Santos Hoisler - 12º Batalhão de Polícia Militar
  • Alfonso Willenbring Júnior  - Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade
  • Paulo Roberto Dahmer -  Secretaria Municipal de Gestão e Finanças 
  • Valter Guerra Junior - Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos
  • Édio Elói Frizzo - Secretaria Municipal do Planejamento
  • Sérgio Augustin - Procuradoria-Geral do Município
  • Grégora Fortuna dos Passos - Secretaria de Governo Municipal
  • Igor Machado Da Silveira  - Técnico em Transporte
Voto contrário:
  • Hector de Oliveira - Diretório Central de Estudantes da Universidade de Caxias do Sul
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Na segunda-feira (17/02/2020) o Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul se reunirá para discutir quem será o seu novo presidente. Sem divulgação e fora do período de aula, os representantes da Câmara de Indústria e Comércio (CIC) apostam em um processo eleitoral surpresa como forma de manter seus interesses. O Conselho Diretor é formado por representantes do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, Associação Cultural e Científica Virvi Ramos, Mitra Diocesana de Caxias do Sul, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), além do reitor em exercício. Portanto, o Diretório Central de Estudantes e as associações de professores e de funcionários não tem participação no principal órgão deliberativo que envolve a Universidade.

Além da vantagem de possuir 2 (duas) cadeiras próprias, a CIC aumenta seu poder de decisão com a entrada do seu vice-presidente de indústria, Mauro Gilberto Bellini, como representante do Governo Estadual. Ou seja, 3 (três) dos 7 (sete) conselheiros compõem a cúpula da entidade empresarial da cidade. Tal fenômeno causa total desequilíbrio nas decisões, aumentando consideravelmente a chance de equívocos em um fórum que impacta diretamente no desenvolvimento de toda a região. O grupo trabalha para a recondução de José Quadros dos Santos ao cargo de presidente do Conselho Diretor.

Apenas a perspectiva dos dirigentes da CIC não permite uma gestão adequada dos problemas e desafios que a FUCS tem sobre suas mantidas. A Universidade de Caxias do Sul, por exemplo, tem reduzido drasticamente seu número de alunos nos últimos anos, só permanecendo próximo aos 10 mil matriculados, graças aos programas sociais como o ProUni e FIES. A solução encontrada pela atual gestão da universidade, com o aval da Fundação, é apostar no fechamento das vias de acesso ao Campus Sede, visando o corte de recursos em segurança, além de cobrança de estacionamento pago, através da construção de um edifício-garagem e o controle de acesso de veículos nos espaços do Campus.

A reunião que pretende definir o novo presidente do Conselho Diretor está prevista para acontecer na tarde desta segunda-feira. A convocação feita através de e-mail foi retificada e dividida em duas mensagens. A ideia do grupo que pretende hegemonizar ainda mais o conselho é fazer a eleição a todo custo para que seus interesses sejam atendidos o mais breve possível. Quadros, que exerce um mandato tampão após o falecimento do último presidente do Conselho, pretende se consolidar na presidência do fórum. A tesoureira do DCE UCS, Bárbara Moreschi, avalia a eleição relâmpago como oportunista e negativa para o futuro da Universidade: "Vai ser um manda quem pode, obedece quem tem juízo! Imagina a capacidade de diálogo de alguém que para se eleger precisa chamar uma eleição às pressas para garantir maioria de votos." 

Para o presidente do DCE UCS, Hector Oliveira, buscar o equilíbrio financeiro apenas pela lógica mercadológica ao invés de democratizar e facilitar o acesso de estudantes à UCS não está sendo a melhor saída, considerando a queda no número de alunos da instituição nos últimos anos. "É preciso respeitar a função social que UCS tem como instituição comunitária, de caráter público não-estatal, sem fins lucrativos e com a responsabilidade de desenvolver socialmente a região que está inserida." afirma o presidente.

O Diretório Central de Estudantes seguirá atento a qualquer medida que possa comprometer o futuro da UCS, denunciando e tomando todas as medidas cabíveis para garantir o diálogo e respeito à comunidade acadêmica, sobretudo, para com os estudantes da Universidade de Caxias do Sul.

Secretaria de Comunicação
DCE UCS